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Notícias
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Segunda-Feira, 28 de abril de 2008
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JC e-mail 2870, de 06 de Outubro de 2005.
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O Brasil no Conselho de Segurança da ONU, artigo de Gilberto Alves da Silva
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É um contra-senso a reivindicação do Brasil
Gilberto Alves da Silva, do Depto. de Fomento, Análise e Acompanhamento Técnico 1 - Ciências Exatas e da Terra - DUF1 – Finep. Artigo enviado pelo autor ao “JC e-mail”:
Com o fim da Primeira Guerra Mundial, condições extorsivas foram imposta à Alemanha pelo Tratado de Versalhes, como a perda de todas as sua colônias e parte de seu território, o pagamento de enormes indenizações e a proibição de formar um exército regular foram a semente do regime totalitário que viria se instalar naquele país, o nazismo, assim como uma das causa da II Guerra Mundial.
Neste conflito houve o envolvimento de 65 milhões de pessoas com a morte de mais de 8 milhões, 20 milhões de feridos e o desaparecimento de 5 milhões.
Além disso, foram mortos 9 milhões de civis em conseqüência da fome, epidemias e massacres.
Foi este quadro tenebroso que motivou o desenvolvimento dos precedentes históricos da moderna sistematização dos direitos humanos.
O Direito Humanitário, a Liga das Nações e a Organização Internacional do Trabalho foram marcos para o processo de internacionalização dos Direitos Humanos.
A Liga das Nações foi criada em 1920 com a finalidade de promover a cooperação, a paz e a segurança internacional, condenando as agressões externas contra a integridade territorial e a independência política de seus membros.
Ainda estabelecia sanções econômicas e militares a serem aplicadas pela comunidade internacional contra os Estados que violassem suas obrigações.
Entretanto, os EUA não participou deste organismo, motivado pela recusa do Congresso norte-americano de não ratificar o Tratado de Versalhes.
Além deste ponto, a impotência demonstrada pela Liga em impedir a invasão da Manchúria pelo Japão em 1931, a agressão italiana à Etiópia em 1935 e o ataque russo à Finlândia em 1939 foram pontos que levaram, em fevereiro de 1945, os principais líderes aliados a se reunirem na Criméia, no que ficou conhecida como Conferência de Yalta.
Nesta reunião, os líderes Franklin Delano Roosevelt, Josef Stalin e Winston Churchill debateram durante alguns dias as estratégias que levariam ao fim de um conflito que já durava cinco anos e o mais importante, qual seria a área de influência de cada um dos respectivos países no após-guerra e, também decidiram em fundar uma organização internacional para a salvaguarda da paz e da segurança em substituição a já enfraquecida Liga das Nações.
Daí surgia a idéia de criação da ONU, Organização das Nações Unidas, que foi materializada em 24 de outubro de 1945.
No seu âmbito há o Conselho de Segurança, formado por quinze membros, sendo cinco permanentes – EUA, Rússia, Grã-Bretanha, China e França – e dez eleitos pela a Assembléia Geral para um período de dois anos.
Medidas como bloqueio econômico ou intervenção militar em paises que ameaçam a paz internacional, exigem voto favorável de nove membros, incluindo unanimidade dos cincos efetivos.
O Brasil reivindica a ampliação do Conselho e um assento permanente nele que no meu entender é um contra-senso, pois esta organização encontra-se, atualmente, fragilizada, por não ter conseguido evitar a invasão do Iraque e pelas crescentes ameaças à ordem mundial em vários continentes, além de pairarem suspeitas de corrupção que atingem o seu Secretário Geral.
Além destes pontos, é notório o poder dos cinco membros permanentes dentro desta instituição, sendo os mesmos, obviamente, contrários a qualquer ampliação do referido Conselho.
Ter este assento significa ter o nosso Poder Militar bem fortalecido, com armamentos modernos e tudo mais que se faça necessário para que ele possa ser empregado em qualquer parte do planeta e a qualquer momento que seja necessário.
Teríamos um gasto enorme de recursos que não dispomos, pois se houvessem, as nossas Forças Armadas não estariam na penúria que estão, como é notório.
O que prevejo, de antemão, é que, sem Poder Militar efetivo, iríamos fazer, lá, um papel secundário.
Para finalizar, cabe a seguinte pergunta: caso haja ampliações do Conselho de Segurança e do número de membros permanentes, quem garantirá que os novos integrantes terão o poder de veto?
Que a regra de unanimidade nas principais decisões internacionais não permanecerá na forma como se encontra, na mão das cinco potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial mais a China?
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http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=32034
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O Brasil no Conselho de Segurança da Onu
Uma foto marcou fortemente o cenário político internacional durante a abertura da 59ª Sessão da Assembléia Geral da ONU, ocorrida dia 21 de setembro de 2004: o primeiro ministro indiano Manmohan Singh, o japonês Junichiro Koizumi, o vice alemão Joschka Fischer e o presidente Luís Inácio Lula da Silva com as mãos entrelaçadas, numa demonstração de apoio mútuo para a obtenção de uma vaga de membro permanente do Conselho de Segurança. Os dois gigantes econômicos, que haviam sido derrotados na II Guerra Mundial, e os dois maiores e mais importantes países em desenvolvimento selaram uma aliança formal em defesa de suas candidaturas, no contexto da reforma das Nações Unidas.
Desde o fim da Guerra Fria, que encerrou a ordem mundial pós-II Guerra Mundial, a segunda e a terceira maiores economias do mundo de então (e grandes contribuintes financeiros da ONU) reivindicavam uma posição no sistema internacional que fosse compatível com seu poder material. Tratava-se de recuperar a plena soberania, perdida desde 1945, sendo que a Alemanha acabara de se reunificar. Ao mesmo tempo, o Brasil e a Índia, além de outros países, reivindicavam o mesmo direito, como representantes de suas regiões.
O Brasil, desde o governo Itamar Franco, passou a trabalhar de forma sistemática pela candidatura brasileira. O presidente seguinte, Fernando Henrique Cardoso, em seus dois mandatos deu continuidade à tarefa, mas numa perspectiva um tanto distinta. Ao levar o Brasil a aderir completamente à nova agenda internacional da época da globalização e adotar o modelo vigente de abertura econômica, acreditava que o país estaria sendo qualificado para o posto, e que os cinco membros permanentes reconheceriam nossa legitimidade. Foi um pouco de ilusão, pois em política ninguém dá; é preciso conquistar. E para conquistar é necessário ampliar seu poder, e não renunciar a ele, como foi a marca do ex-presidente.
O debate sobre a reforma da ONU se arrastava, com uma infinidade de propostas e de candidaturas, que se confrontavam mutuamente (México e Argentina também se candidatavam, tentando bloquear a iniciativa brasileira). Veio a guerra do Iraque, com o chocante desrespeito da administração Bush pela posição da ONU, desencadeando o conflito sem um mandato das Nações Unidas. Para muitos analistas, a organização estava acabada. Mas foi então que muitos países despertaram para a necessidade urgente da reforma, como instrumento para estabelecer uma ordem multipolar e multilateral, em lugar de uma nova hegemonia.
No governo Lula, a diplomacia brasileira passou a priorizar a autonomia, a contestação moderada e propositiva, alianças estratégicas compatíveis com o peso do país (especialmente com os grandes países em desenvolvimento), a integração e a liderança sul-americana e uma campanha a favor da dimensão social. Para o público de classe média, a luta contra a fome parece ingênua, mas ela tem um forte apelo junto aos países africanos (que representam quase 30% da ONU) e em vastas áreas da América Latina, Oriente Médio e Ásia, mas também em importantes meios sociais e políticos dos países ricos.
Além disso, a ação junto à OMC, a formação do G-3 (com África do Sul e Índia), o apoio material e político à países em dificuldade, a oposição à guerra e a própria origem social e política do presidente (primeiro não oriundo da elite, de esquerda mas moderado e vinculado à agenda do Fórum Social Mundial), tiveram considerável impacto sobre a comunidade internacional. Assim, o Brasil ganhou importante espaço político, aparecendo como “o novo” nas relações internacionais, e está no centro de um movimento político para a conquista de um assento permanente no CS da ONU. A manifestação positiva de outros membros, como França, China e, inclusive, Inglaterra, demonstra que nunca estivemos tão perto como agora. E a agenda que o país defende no plano mundial seria uma contribuição importante para uma ordem internacional mais estável e justa.
28/09/2004 http://educaterra.terra.com.br/vizentini/artigos/2004/09/28/000.htm
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29/08/2007 - Sarkozy quer Brasil no Conselho de Segurança da ONU
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Em seu primeiro grande discurso sobre política externa, o novo presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu, na segunda-feira 27 de agosto, uma ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com a inclusão como membros permanentes de Alemanha, Brasil, Índia, Japão e um representante da África, e do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), com a adesão de África do Sul, Brasil, China, Índia e México.
Para o pesquisador Philippe Moreau Defarges, o discurso de Sarkozy não teve “nada de sensacional. Há uma grande continuidade . Segue a linha de política externa da França desde o general Charles de Gaulle: a França deve se manter como potência mundial, buscar um engajamento europeu e um equilíbrio internacional, sobretudo na questão nuclear”.
Na sua opinião, as principais diferenças em relação ao ex-presidente Jacques Chirac são “um engajamento europeu mais acentuado” e uma “tonalidade pró-americana”. Sarkozy quer uma Europa que assuma a condição de superpotência, fala em aliança sem alinhamento com os Estados Unidos, e vê o dispositivo de defesa europeu como complementar e não concorrente da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
É um forte e decidido apoio à pretensão brasileira a um assento permanente no Conselho de Segurança. Sarkozy não tocou na questão mais sensível: os novos membros terão o poder de veto dos atuais cinco grandes (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia)? Mas deixou claro que os líderes mundiais perderam tempo depois do fim da Guerra Fria para criar uma nova ordem internacional.
O presidente francês apontou três grandes desafios para este começo de século 21:
1. Evitar uma confrontação entre o Islã e o Ocidente como querem os jihadistas que sonham em recriar o Califado reunindo os muçulmanos da Nigéria à Indonésia, rejeitando qualquer abertura, toda modernidade e qualquer diversidade. “Se essas forças atingissem seu objetivo sinistro, este século seria ainda pior que o passado”.
2. Como integrar na nova ordem global os gigantes emergentes, a China, a Índia e o Brasil? “Motores do crescimento mundial, eles são também fatores de graves desequilíbrios; gigantes de amanhã, querem ter seu status reconhecido mas ainda não estão prontos para respeitar as regras que são do interesse de todos”, disse Sarkozy.
3. Como enfrentar as grandes ameaças globais, pela primeira vez identificadas cientificamente por esta geração, sejam as mudanças do clima, as novas pandemias ou a questão energética?
FRANÇA COMO POTÊNCIA
Sarkozy pensa no que a França tem a oferecer ao mundo, “porque tem um dos povos mais dinâmicos e de melhor formação, uma das economias de melhor desempenho, Forças Armadas e diplomacia das melhores”. Mas adverte: “A França, como qualquer outro país, não tem direito adquirido a seu status internacional. Sua mensagem será entendida se ela for levada por um povo ambicioso e confiante, uma sociedade reconciliada consigo mesma e com uma economia de alto desempenho”.
Ele acredita que “a emergência de uma Europa forte, um dos principais atores da cena internacional, pode contribuir de modo decisivo à construção de uma ordem mundial mais eficaz, mais justa, mais harmoniosa que os povos reclamam”.
Numa das principais mudanças em relação a seu antecessor Jacques Chirac, o novo presidente francês pensa que a “amizade entre a França e os EUA é tão importante hoje como nos dois séculos passados. Aliados não quer dizer alinhados, e eu me sinto completamente livre para exprimir tanto os acordos quanto os desacordos sem complacência nem tabus”.
Os valores da França que Sarkozy oferece ao mundo são “os da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, do humanismo e também, mais recentemente, do dever de proteção humanitária encarnado por homens como Bernard Kouchner, que tive a honra de acolher em meu governo e de lhe dar a direção da nossa diplomacia”.
“A construção da Europa será uma prioridade absoluta de nossa política externa”, afirmou Sarkozy. “Sem uma União Européia forte e ativa, a França não poderá apresentar respostas eficazes aos grandes desafios do nosso tempo. Sem que a Europa assuma o papel de potência, o mundo não terá um pólo de equilíbrio necessário”.
Mais uma vez, ele se declarou contra a adesão da Turquia, alegando que não é um país europeu.
Outro ponto importante foi a retomada da Iniciativa Européia de Defesa Estratégica, lançada em Saint-Malo, na França, num encontro entre as duas potências européias com Forças Armadas importantes: França e Reino Unido. Com o distanciamento entre os dois países por causa da invasão americana no Iraque, o projeto estava parado.
“A UE dispõe de toda uma gama de instrumentos de intervenção durante crises: militares, humanitárias e financeiras. Deve se afirmar como um ator do mais alto nível na luta pela paz e a segurança no mundo, em cooperação com as Nações Unidas, a aliança atlântica e a União Africana.”
Para Sarkozy, não faz nenhum sentido opor a UE e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA: “Precisamos das duas”.
AMEAÇA TERRORISTA
No momento, a grande ameaça é o jihadismo: “Nosso país e todos os países, inclusive os muçulmanos, estão hoje sob a ameaça de atentados criminosos como os que atingiram Nova Iorque, Báli, Madri, Mumbai, Istambul, Londres e Casablanca. Pensem no que aconteceria se os terroristas tivessem armas químicas, biológicas ou nucleares”.
Como tarefa imediata, o presidente francês propõe aumentar os esforços na guerra contra a milícia dos Talebã, no Afeganistão, e para a reconstrução do país. “Mas nossas ações no Afeganistão serão em vão se do outro lado da fronteira o Paquistão continuar sendo um refúgio para os Talebã e Al Caeda”, ressalvou Sarkozy.
Ao mesmo tempo, para evitar um choque de civilizações entre o Islã e o Ocidente, “encorajar e ajudar em todo país muçulmano as forças da moderação e da modernidade que façam prevalecer um Islã aberto e tolerante, que aceite a diversidade como um enriquecimento”.
Para resolver o problema, o líder francês considera necessário acabar com os conflitos no Oriente Médio, que na sua opinião hoje são quatro, bem diferentes mas com ligações que os realimentam:
1. No conflito entre israelenses e palestino, “o paradoxo é que sabemos qual será a solução, dois países convivendo lado a lado com paz e segurança, em fronteira seguras e reconhecidas”. O desafio é o caminho para chegar lá. “A paz será negociada entre israelenses e palestinos”, mas “os países árabes moderados e o Quarteto devem ajudar a reconstruir a Autoridade Nacional Palestina, sob a liderança de seu presidente”. Lembrou que, quando se fala na “criação de um Hamastão na Faixa de Gaza” fica evidente o risco de que seja apenas a primeira etapa do controle dos territories palestinos por muçulmanos radicais.
2. “O Líbano está há séculos no coração dos franceses”, afirmou Sarkozy, frisando que falava para todos os libaneses, embora a França historicamente seja mais próxima dos cristãos libaneses. “Todos os atores regionais, inclusive a Síria, devem buscar uma solução. Se Damasco se engajar claramente neste caminho, as condições para um diálogo franco-sírio estarão reunidas”.
3. “A tragédia iraquiana não pode nos deixar indiferentes. A França foi e continua sendo contra esta guerra. Que a História tenha nos dado razão não nos dispensa de medir suas conseqüências: uma nação que se destrói numa guerra civil sem piedade; um enfrentamento entre sunitas e xiitas capaz de envolver todo o Oriente Médio; grupos terroristas que instalam suas bases e aperfeiçoam seu treinamento militar para atacar alvos civis no mundo inteiro; uma economia mundial à mercê de qualquer faísca nos campos de petróleo. Não há outra saída, a não ser política: ela implica a marginalização dos grupos extremistas e um processo sincero de reconstrução nacional. (…)”
4. A quarta crise do Oriente Médio na visão do presidente da França é a mais grave hoje no mundo inteiro: a nuclearização do Irã. Há anos a Alemanha, a França e a Grã-Bretanha negociam em nome da Europa. “Os parâmetros são conhecidos: não vou revisar nada, a não ser para reafirmar que um Irã dotado de armas nucleares é inaceitável para mim”, reproduzindo o discurso do presidente George W. Bush. A diplomativa é a forma de evitar “uma alternativa catastrófica: a bomba iraniana ou o bombardeio do Irã”.
Como exemplo, ele citou a negociação para desarmar o programa nuclear da Coréia do Norte e a decisão da Líbia de acabar com seus programas de armas de destruição em massa em troca de uma reaproximação econômica com o Ocidente.
UNIÃO MEDITERRÂNEA
Outro projeto de Sarkozy é a União Mediterrânea para, a exemplo do que propos Jean Monnet ao lançar a idéia de uma Comunidade Européia, tomar medidas “concretas de solidariedade” que aproximem os países da orla do Mar Mediterrâneo.
“Desde 1990, a confrontação bipolar desapareceu; as noções de Terceiro Mundo e Não-Alinhamento não fazem mais sentido. A liberalização econômica, comercial, financeira, a revolução das tecnologias de informação e de comunicação e sua extensão ao mundo inteiro criaram um planeta onde reina a interdependência, multiplicando as oportunidades, os riscos e as crises”, observa Sarkozy.
Isso provoca reações contra “a ocidentalização”: “rejeição, busca de identidade, tentações nacionalistas ou religiosas de retorno pela violência à pureza de idades de ouro míticas”.
“O mundo inteiro se tornou multipolar mas este multipolarismo deriva sobretudo dos choques de políticas de poder”, raciocina o presidente da França. “Os EUA não resistiram à tentação de recorrer unilateralmente à força e infelizmente não demonstram, na proteção ambiental, a capacidade de liderança que reivindicam.”
Já “a Rússia impõe seu retorno ao cenário internacional jogando com uma certa brutalidade”, enquanto a China, engajada no renascimento mais importante da história da humanidade, transforma sua busca insaciável de matérias-primas em estratégia de controle, sobretudo na África”, constata o líder francês.
UE COMO SUPERPOTÊNCIA
“Diante dos excessos de uma mundialização mal controlada, dos riscos de um mundo multipolar com antagonismos, estou convencido de que a União Européia deve dar uma contribuição importante para a emergência de um multilateralismo eficaz fundado no respeito por regras comuns e recíprocas”, propõe Sarkozy. “A experiência prática de uma soberania compartilhada corresponde bem às exigências do nosso tempo.”
Para o presidente da França, “as instituições necessárias já existem”, e a reforma do sistema Nações Unidas começou em 2005 sendo necessário “especialmente ampliar o Conselho de Segurança”.
O G-8 também deve ser ampliado e institucionalizado, sugere o líder francês. “A proteção do planeta torna indispensável reconhecer as responsabilidades comuns, mas diferenciadas, pelas principais potências desde novo mundo”, inclusive o Brasil, em questões como meio ambiente, preservação das florestas, respeito à propriedade intelectual.
“A globalização contribuiu”, notou Sarkozy, “para o surgimento de uma opinião pública mundial cada vez mais bem-informada e disposta a reagir”. Uma sociedade civil global se articula através dos meios de comunicação e dos movimentos sociais. O líder francês renovou seu compromisso de “manter um diálogo regular com as principais organizações não-governamentais”.
Quanto à África, Sarkozy defende uma “aceleração do crescimento”, “não só com maior volume de recursos” mas visando acima de tudo “melhores resultados”.
“Mas não pode haver desenvolvimento sem segurança”, e a África ainda é um continente assolado por guerras. “A mais trágica hoje é em Darfur”.
Na sua política Africana, “para mobilizar a comunidade internacional diante dos desafios de paz e segurança na África, tomei a iniciativa de convocar uma reunião do Conselho de Segurança que se realizará em 25 de setembro, em Nova Iorque, a nível de chefes de Estado e de governo, que eu presidirei”, disse Sarkozy.
‘Tenho grandes ambições para a UE”, adiantou o presidente francês. “Seu lugar natural é no centro de um sistema multilateral justo e eficaz.”
NOTAS
• A preocupação do Federal Reserve Board, o banco central dos EUA, com a crise imobiliária mesmo antes das fortes quedas nas bolsas, revelada na terça-feira, 28, e a queda na confiança do consumidor americano voltaram a derrubar os mercados internacionais.
• O estoque da casas a venda nos EUA é o maior em 16 anos e o preço médio das residências caiu 3,2% nos últimos 12 meses, outros sintomas da crise imobiliária americana.
• Em terceira votação no Parlamento, o ministro do Exterior, Abdullah Gul, foi eleito presidente da Turquia, o que preocupa as Forças Armadas e a oposição muçulmana porque tanto ele quanto o primeiro-ministro Recep Tayyp Erdogan pertencem ao mesmo partido islamita moderado.
• As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) agradeceram a mediação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Mas não aceitaram sua proposta de troca de prisioneiros com o governo colombiano, alegando que a questão precisa ser negociada dentro da Colômbia.
• Confira meu blog Vida Global em http://nelsonfrancojobim.blogspot.com
http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2514
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Clinton defende Brasil no Conselho de Segurança da ONU
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Bruno Garcez
Enviado especial a Nova York
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Clinton participou do Fórum de desenvolvimento Sustentável
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O ex-presidente americano Bill Clinton defendeu nesta segunda-feira, em Nova York, a inclusão do Brasil em uma versão expandida do Conselho de Segurança da ONU.
“Precisamos construir as instituições internacionais, e não destrui-las. Se elas não funcionam bem, precisamos melhorá-las”, disse.
“Eu acho, por exemplo, que o Conselho de Segurança da ONU deveria ser expandido. Deveríamos dar um assento para o Japão, um para Europa e um para o Brasil, na América Latina”, afirmou o ex-presidente, provocando aplausos dos políticos e empresários brasileiros presentes ao Fórum de Desenvolvimento Sustentável.
O Fórum foi realizado pela ONG Associação das Nações Unidas-Brasil e contou com a presença de inúmeros políticos brasileiros, entre eles o senador e ex-presidente José Sarney, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Etanol
Clinton também elogiou o programa brasileiro de etanol, como já havia feito anteriormente.
“Você olha para a experiência brasileira, com US$ 5 bilhões em subsídios, o governo criou 1 milhão de empregos no Brasil rural”, disse.
“O Brasil é ímpar no que diz respeito ao etanol, porque faz o melhor etanol do mundo”. Clinton se referia ao maior padrão de eficiência do biocombustível brasileiro em comparação com o modelo americano de produção de etanol.
Atualmente no comando da Fundação Clinton, que promove programas mundiais de combate à Aids, o ex-presidente americano fez também elogios ao programa brasileiro para enfrentar a doença.
Clinton disse que, entre os países em desenvolvimento, o Brasil foi o pioneiro em oferecer tratamento médico universal a portadores do HIV. “E o Brasil o fez utilizando a estratégia mais inovadora que já vi. Em meio à floresta amazônica, (levando tratamento) para remotas tribos indígenas, pessoas que nem falavam português.”
“Os céticos diziam que as pessoas nunca aprenderiam a tomar esses remédios, que ninguém as ensinaria isso. Mas, em três anos, vocês reduziram a taxa de pessoas com Aids em 50% e a taxa de hospitalização em decorrência da doença em 80%”, completou.
O flashes de câmeras que pipocaram na presença do ex-presidente americano só foram rivalizados pelos provocados pela passagem da top model Naomi Campbell.
A modelo, que visita com freqüência o Brasil, esteve no fórum realizado no hotel Hilton de Nova York e posou para fotos ao lado do presidente da Associação das Nações Unidas-Brasil, Mário Garnero, e do ex-presidente Sarney.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/04/070430_clinton_dg.shtml
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MUNDO - 15:01:00
Tony Blair pede Brasil no Conselho de Segurança da ONU
Agência Brasil“Um Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] sem Alemanha, Japão, Brasil ou Índia, sem falar nos países africanos ou nações islâmicas irá, com o tempo, não apenas perder legitimidade aos olhos do mundo, mas seriamente inibir qualquer ação efetiva”, disse o primeiro-ministro inglês Tony Blair, de acordo com nota oficial do Fórum Econômico Mundial.
O apoio ao pedido brasileiro de participar do conselho foi feito na sessão de encerramento do fórum em Davos, na Suíça. Blair disse que o futuro dos três principais assuntos da reunião – comércio mundial, mudanças climáticas e África – ainda não está definido, mas houve progresso em cada um deles. “O que realmente ocorre é que as nações, até as maiores, estão percebendo que não podem ter interesses nacionais estreitos sem perceber os amplos valores globais”.
O primeiro-ministro britânico afirmou ainda, segundo a nota do Fórum Econômico Mundial, que tem um “otimismo cauteloso” sobre as negociações na Organização Mundial de Comércio (OMC). Ele teve reuniões em Davos com o presidente George W. Bush, dos Estados Unidos, Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e a chanceler alemã Angela Merkel.
Blair disse que a nova atitude dos EUA sobre o clima é uma mudança “muito importante”.
http://www.internetecia.net/noticias/tony-blair-pede-brasil-no-conselho-de-seguranca-da-onu/83276/
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22 DE MARÇO DE 2008 - 12h29
Texto “confidencial” inclui Brasil no Conselho de Segurança da ONU
Um documento elaborado por Chipre e Alemanha, um esboço ainda, propõe que a ONU acrescente o Brasil, além de outros sete novos membros, no Conselho de Segurança, segundo informou na manhã desta sexta-feira a agência inglesa de notícias Reuters. Os principais interessados nas vagas permanentes são Alemanha, Brasil, Japão e Índia. A proposta, além da Alemanha e Chipre, conta com a simpatia da Holanda e da Grã-Bretanha, que buscam a conciliação entre posições aparentemente irreconciliáveis às reformas no Conselho.
Há mais de 10 anos, a Assembléia Geral da ONU tem buscado formas de ampliar o Conselho de Segurança, a instância mais poderosa da Organização das Nações Unidas, com base nas críticas de que a composição do colegiado está obsoleta se o seu objetivo é buscar a paz e a segurança internacional. Segundo os críticos, a ONU precisa se adaptar às mudanças mundiais no século 21 e existe, agora, uma chance para sua modernização.
O esboço da proposta, um documento confidencial obtido pela Reuters, propõe a expansão do Conselho de Segurança, de 15 para 22 países-membros. O esboço diz que duas das novas vagas ficariam com a África, duas com a Ásia, uma com a América Latina e Caribe, uma com a Europa ocidental e uma com a Europa oriental. Mas os termos para o número de membros foram deixados em aberto.
O atual conselho tem cinco membros permanentes com direito a voto: Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos, considerados vitoriosos da Segunda Guerra Mundial. Dez integrantes não-permanentes são eleitos a cada dois anos. O conselho só foi aumentado uma vez, vinte anos desde 1945, quando a ONU foi criada, ao elevar o número de membros eleitos de seis para 10. Segundo o texto, elaborado por diplomatas de Chipre, com a ajuda da Alemanha, o objetivo da proposta é “melhorar a representatividade do Conselho de Segurança, sem sacrificar a efetividade”.
O Brasil, desde o primeiro mandato do presidente Luis Inácio lula da Silva, vem batalhando pelo apoio de outros países a uma vaga permanente para o brasil no Conselho de Segurança. Dezenas de nações visitadas pelo presidente Lula já manifestaram apoio às pretensões do brasil.
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34579
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‘Economist’ pede Brasil no Conselho de Segurança da ONU
da BBC Brasil
A revista britânica The Economist diz, na edição publicada nesta semana, que o Conselho de Segurança da ONU deve ser reformado para incluir o Brasil e outros quatro países como membros permanentes, para que o órgão não perca sua legitimidade no mundo.
“A organização precisa correr mais rápido só para ficar no mesmo lugar”, afirma o editorial da revista, intitulado Uma chance para um mundo mais seguro.
No momento, ela goza de uma boa dose de legitimidade. Mas em algum ponto isso vai desaparecer, a não ser que o Conselho de Segurança aceite o ingresso de, pelo menos, Japão, Índia, Brasil, Alemanha e um país africano como membros permanentes, para que o órgão reflita o mundo de hoje e não o de 1945”.
A necessidade de reforma do Conselho de Segurança da ONU é tema da reportagem de capa da The Economist. Na segunda-feira, o sul-coreano Ban Ki-Moon substituiu Kofi Annan como secretário-geral da ONU.
“Revoltante”
No editorial, a revista defende que agora é um bom momento para se reformar o Conselho de Segurança.
“Apesar de o mundo viver um perigoso estado de desordem, alguns aspectos da política global de hoje fazem com que este seja um bom momento para as grandes potências trabalharem mais próximas umas das outras”, diz o editorial.
“Se eles aproveitarem a oportunidade, poderão soprar uma nova vitalidade no órgão mundial e restaurar parte das ambiciosas esperanças da carta fundadora.”
Para a revista, o Conselho de Segurança é hoje um órgão dividido, e o cargo de secretário-geral é um “emprego dos infernos”.
Na reportagem intitulada Missão impossível?, a Economist diz que o Conselho de Segurança é “antidemocrático, anacrônico e injusto, além de revoltante”.
Finlândia apóia Brasil no Conselho de Segurança da ONU

Tarja Halonen, presidenta da Finlândia, aproveitou para aconselhar Lula:
“Vamos deixar o álcool para os automóveis”
da Agência Brasil
A presidente da Finlândia, Tarja Halonen, declarou hoje (10) que seu país apóia a candidatura brasileira a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Num brinde oferecido à comitiva brasileira pelos acordos bilaterais assinados – o brinde nessas ocasiões é tradicional na Finlândia – ela brincou ao afirmar que a bebida, de aparência semelhante a um champagne e servida em taças, era sem álcool. E completou, dirigindo-se ao presidente Lula: “Vamos deixar o álcool para os automóveis”.
No encontro de hoje (10) entre as duas comitivas, os líderes trataram de desenvolvimento sustentável, cooperação energética, pesquisa e economia. Tarja Halonen, que esteve em visita oficial ao Brasil em 2003, comentou as negociações comerciais no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Disse que seu país tem alguns pontos divergentes do Brasil, mas defendeu um desfecho rápido e prático, sobretudo no que envolve o Mercosul e a União Européia.
Durante a cerimônia de encerramento do seminário sobre oportunidades de investimentos no Brasil, o presidente Lula convocou empresários filandeses a investirem ainda mais no país. “Já temos mais de 40 empresas finlandesas atuando no Brasil. Podemos aumentar nossos negócios, que rendem quase US$ 1 bilhão na balança comercial”.
Lula lembrou que a companhia aérea finlandesa Finair adquiriu recentemente 20 jatos fabricados pela Empresa Brasileira de Aeronáutica ( Embraer). Ainda segundo o presidente brasileiro, empresas finlandesas atuam fortemente no Brasil por meio de mercados de tratores, usinas termoelétricas, aparelhos de telefone celular e na indústria de papel.
Autor: Marco Bahé - 10/09/07 às 12:22 - Indique este post - Imprimir
caminho para bali passa pelo brasil
Brasil é um gigante verde discreto, diz secretário-geral da ONU
do Estadão
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou neste domingo, 11, estar impressionado com os esforços do governo brasileiro na produção de energia renovável e que o mundo ainda não entendeu os esforços do País na produção de bioenergia. “O Brasil, efetivamente, é um gigante verde discreto que lidera a produção de energia renovável e é uma das poucas Nações que fazem bioenergia em larga escala”, disse Ki-moon, logo após visitar a Usina Santa Adélia, em Jaboticabal (SP), no seu primeiro compromisso oficial no Brasil.
A visita faz parte de uma maratona do secretário-geral da ONU para, segundo ele, aprender sobre os impactos das mudanças climáticas no mundo, até a conferência sobre o clima, prevista para ocorrer no início de dezembro, em Bali, Indonésia. “Em Bali os chefes de Estado tentarão chegar a uma nova legislação sobre o clima e a estrada para Bali passa pelo Brasil”, disse.
Apesar de elogiar a produção de biocombustíveis no Brasil, segundo maior produtor de etanol mundial, o secretário-geral da ONU, cobrou do governo e do setor produtivo a “responsabilidade de fazer um balanço entre os custos sociais e os benefícios da produção dos biocombustíveis”, numa referência às denúncias de trabalho forçado, principalmente dos cortadores de cana nas lavouras.
Questões ambientais
Ki-moon disse ainda que há uma preocupação em relação às questões ambientais, principalmente com o desmatamento e a queima da cana-de-açúcar, necessária para a colheita manual da cultura utilizada na produção de álcool. O secretário-geral da ONU relatou ainda a preocupação com o avanço da cana sobre áreas de lavouras de grãos, bem como a utilização, principalmente de milho, para a produção de etanol, no caso dos Estados Unidos. “É preciso que haja um grande debate para discutir a questão da segurança alimentar e os biocombustíveis”, afirmou.
Sobre a participação dos Estados Unidos, que não aderiram ao Protocolo de Kyoto, como signatários de um possível protocolo mundial climático de Bali, Ki-moon deu a entender que as conversas, na última Assembléia Geral da ONU, em setembro, podem ter influenciado na posição dos norte-americanos. “O mundo reconheceu a importância de todos juntarem os esforços e todos vão aceitar, pois o aquecimento global não respeita fronteiras e nem países desenvolvidos ou em desenvolvimento”, concluiu.
Conselho de Segurança
Ao ser indagado pelos jornalistas sobre uma possível participação do Brasil no assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, Ki-moon adotou a diplomacia e disse que o tema deve ser debatido entre os integrantes do órgão. Ele afirmou, no entanto, que pode atuar como um mediador nas conversas.
Na visita de cerca de uma hora e meia na usina do interior paulista, o secretário-geral da ONU conheceu uma lavoura de cana-de-açúcar, uma colheitadeira manual e ainda a produção de álcool e açúcar. Antes de se deslocar entre a lavoura e a destilaria, Ki-moon foi saltar um buraco, desequilibrou-se e quase caiu.
O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Sawaya Jank, considerou que a visita de Ki-moon serviu para que o setor produtivo pudesse mostrar os esforços em relação às questões ambientais e alimentares. “É uma visão muito mais positiva do que o último relatório da ONU, que fazia várias críticas em relação às questões alimentares”, afirmou Jank.
Ainda neste domingo, o secretário-geral da ONU segue para Brasília, onde terá encontro na segunda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A visita de Ki-moon ao Brasil prevê ainda uma passagem em Belém, no Pará, e em São Paulo.
Autor: André Raboni - 12/11/07 às 7:58 -
http://acertodecontas.blog.br/politica/brasil-e-um-gigante-verde-discreto-diz-secretario-geral-da-onu/
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El Salvador apóia Brasil no Conselho de Segurança da ONU
Karla Wathier* 29 de Setembro de 2007 - 12h47 - Última modificação em 29 de Setembro de 2007 - 14h26
Repórter da TV Nacional
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Marcello Casal Jr./Abr
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San Salvador (El Salvador) - O chanceler Celso Amorim é recebido pelo presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca González, na residência oficial
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San Salvador (El Salvador) - O presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca, anunciou hoje (29) o apoio do país para que o Brasil obtenha uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em entrevista após o encontro com o presidente, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, agradeceu o apoio e disse esperar, com esta visita, que as relações se intensifiquem e que o comércio entre os dois países fique mais equilibrado.
No encontro, eles trataram, dentre outros, da questão dos biocombustíveis e do etanol. “Para El Salvador, os biocombustíveis são uma política de Estado”, disse o presidente.
Amorim e Saca também informaram que o presidente virá ao Brasil no dia 5 de dezembro. A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retribua a visita no primeiro semestre do ano que vem.
Ainda hoje, Amorim parte para Caracas, onde se encontrará com o presidente venezuelano Hugo Chávez e com o chanceler Nicolas Maduro. Entre os assuntos da pauta está a adesão do país ao Mercosul.
Esse é o último compromisso do ministro antes de voltar ao Brasil. A chegada em Brasília está prevista para amanhã (30), às 15 horas.
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Barack Obama quer Brasil no Conselho de Segurança da ONU
13/1/2008
Barack Obama tem atraído a atenção mundial não só por surpreender nas votações das prévias eleitorais americanas, mas também por suas ousadas declarações sobre política internacional. Por trás delas está uma professora da Kennedy School of Government da Universidade de Harvard, a irlandesa naturalizada americana Samantha Power. Ela é a principal consultora do senador de Illinois para assuntos de relações internacionais e combate ao terrorismo. Aos 37 anos, Samantha é formada em Yale, especialista política internacional, além de ser uma incansável militante dos direitos humanos. Ela já trabalhou como jornalista, cobrindo o conflito da Bósnia para várias publicações, entre elas o jornal “The Boston Globe” e a revista “The Economist”. Samantha ganhou o prêmio Pulitzer em 2003 com o livro “Um problema do inferno: a América e a era do genocídio” e vai lançar em fevereiro nos EUA um livro sobre o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto no ataque ao escritório da ONU no Iraque em 2003, com o título “Chasing the flame: Sérgio Vieira de Mello and the fight to save the world”. O livro sairá no Brasil em agosto. Samantha assina atualmente uma coluna na revista “Time” e deu esta entrevista exclusiva com a condição de que a pauta ficasse restrita à política externa de Barack Obama, de quem ela é a principal consultora, mas confessou que tem uma forte expectativa em relação à forma como seu livro sobre o diplomata brasileiro será lido nos EUA. “Tenho muita curiosidade sobre qual será a reação dos americanos a um livro que conta a história de um herói da ONU, depois de tantos anos de desprezo pela entidade no governo Bush”, comentou Samantha.
Em que a política internacional de Obama se diferencia da política dos seus concorrentes democratas?
SAMANTHA POWER: Barack Obama é o único candidato que tem condições de mudar radicalmente a política externa americana e reconquistar a credibilidade internacional dos EUA. Ele tem currículo para isto. Jamais apoiou a guerra do Iraque e sempre fez críticas abrangentes à abordagem armamentista do governo George Bush. Sua imagem diante da comunidade internacional será a do líder de um país diferente porque ele nunca esteve comprometido com o stablishment atual de Washington. Os EUA mostraram nas últimas eleições o quanto opaís está dividido e Obama veio para unificar o país, para buscar um consenso. Ele é o contrário de Hillary Clinton: ele não é divisionista. Hillary tem forte índice de rejeição dos eleitores porque tem uma política partidária que polariza ao invés de congregar. Ela é a candidata do velho esquema tradicional, muito ligada aos anos Clinton e está comprometida por ter apoiado a guerra do Iraque. Ela é incapaz de atrair os independentes ou os indecisos porque está comprometida demais com esse passado que nos levou à guerra e à desmoralização. Obama é uma cara nova neste cenário, não está ligado ao passado e por isto é o único que tem credibilidade e autoridade para estabelecer uma nova política internacional para os EUA, uma política que de fato vise à paz. Obama representa uma nova atitude.
Obama terá apoio do Congresso para esta mudança radical na política externa americana?
SAMANTHA POWER: Ele é o único que terá condições de conquistar o apoio do Congresso porque seu discurso é supra-partidário. Ele quer ser o líder de uma nova maioria no parlamento, construindo um consenso entre democratas, republicanos e independentes. Ele conquista votos extamanete por isto, porque tem credibilidade para defender e realizar a mudança radical de atitude diante do mundo que os EUA precisam para recuperar sua liderança internacional. Se for eleito como um candidato supra-partidário, com uma plataforma política de conciliação, de busca do consenso, então estará inaugurado um novo tempo na história política americana. É o único capaz disto.
No cenário internacional, Obama vai negociar com aliados e inimigos?
SAMANTHA POWER: Sim. Ele pretende conversar com todos os líderes mundiais, e o mais importante: fará isto sem ter pré-condições. Obama quer negociar com Fidel Castro, com Hugo Chavez, com Mahmoud Ahmadizejad, com todos os que foram proscritos da mesa de negociações por George W. Bush. Propões um rumo radicalmente novo para a política internacional americana, e com uma grande ousadia. Vai conversar com Fidel Castro, por exemplo, para abrir algumas possibilidades de redução do embargo a Cuba, como por exemplo dando permissão para viajantes entre os dois países. Trata-se de uma nova postura. Vai conversar com Mahmoud Ahmadinejad sobre o programa nuclear iraniano, sem pré-condições. Tudo vai estar na mesa de negociações, sem preconceitos e sem pré-condições. No caso do Irã, Obama acredita que a negociação direta com Ahmadinejad pode ser fundamental para evitar o risco de abrir outra frente de conflito para os EUA e também para resolver muitos dos problemas que envolvem a retirada americana do Iraque. Enfim, trata-se de virar a página do passado e encarar o século XXI.
E quanto ao Brasil?
SAMANTHA POWER: Na América Latina, o Brasil será um parceiro privilegiado: vamos defender por exemplo a reforma do Conselho de Segurança da ONU, que tem sido uma das reivindicações importantes do Brasil. Queremos que o Brasil tenha um lugar permanente neste conselho, assim como a Índia, e que haja espaço também para um país africano, que pode ser a Nigéria ou a África do Sul. A reforma do conselho de segurança e a revalorização da ONU como um foro mundial são fundamentais para Obama. Os EUA perderam parte de seu prestígio porque o governo Bush tomou decisões unilaterais e desprezou a importância da ONU no cenário internacional. Obama tem sido muito cuidadoso em afirmar a importância da ONU e de se ter uma política externa que respeite um foro internacional que reúne 192 países. Ele também diz que não se pode culpar a ONU pelo fracasso na mediação de certos conflitos e na obtenção de consensos, assim como não se pode culpar o estádio do Madison Square Garden quando o time de basquete jogou mal. Uma coisa é a instituição, outra é o jogo da política internacional. A ONU pode ter um papel central no século XXI, dando voz a uma comunidade de países que tem se transformado velozmente. A ONU tem que ter a cara do século XXI, tem que estar pronta para mediar os conflitos do mundo de hoje.
Como vencer a guerra contra o terrorismo? Qual a estratégia de Obama?
SAMANTHA POWER: Bem, precisamos concentrar nossos esforços nos alvos verdadeiros. Acabar com a al-Qaeda é prioridade para Obama e neste sentido será preciso mudar radicalmente nossas relações com o Paquistão. A estratégia de Bush na região é um fracasso retumbante. Não é possível que os EUA continuem a despejar bilhões de dólares para o combate ao terrorismo no Paquistão, sem que o general Pervez Musharraf prove que está efetivamente cooperando conosco. Musharraf não parece interessado em combater de fato a rede Al Qaeda. É preciso que ele comece a mostrar resultados, a provar com resultados o seu engajamento para reduzir a ameaça do terror. Neste caso, será preciso ter mais pragmatismo e menos telerância. O governo Bush desprezou a ONU e tem sido absolutamente incapaz de lutar contra a al-Qaeda. Obama vai concentrar esforços no combate ao terrorismo. Ele acredita na parceria com os governos para que esta guerra ao terror seja vencida, mas será preciso mostrar resultados para ter o seu apoio. Obama vai revalorizar a ONU como foro de debate e de negociação internacionais.
http://oglobo.globo.com/blogs/ny/post.asp?t=barack_obama_quer_brasil_no_conselho_de_seguranca_da_onu&cod_Post=86678&a=283
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